Preso no Recife desde o dia 05 de setembro de 2005, por força de um mandado de segurança expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a uma solicitação do governo dos EUA, o norte-americano Stephen Mathieu Workman, de 36 anos, foi extraditado no dia 16 de julho de 2008 para a Florida, nos Estados Unidos. Ele embarcou, às 12h45, no Aeroporto dos Guararapes, com destino a Guarulhos e de lá seguiu para os Estados Unidos, escoltado por policiais federais lotados na representação da Interpol. Acusado de homicídio doloso na Florida, ele estava preso, custodiado no Brasil, na sede na Policia Federal em Recife. Ele aguarda julgamento nos Estados Unidos, pela morte do perigoso traficante americano, Jason Gucwa, passivo de pena de morte ou prisão perpétua se assim sentenciado. Sua extradição só pôde ocorrer depois que o governo norte-americano concordou em comutar a pena de morte pela pena máxima existente no Brasil - 30 anos - mesmo sem ainda ter havido o julgamento. Isso está determinado pela lei 6.815/80, conhecida como Estatuto do Estrangeiro.
Stephen é casado com a advogada brasileira, Ursula Santos e pai de um filho menor, também brasileiro.
O Ministério da Justiça, através do Departamento Estrangeiro da Secretaria Nacional de Justiça, acionou o país requerente, deixando claras as condições para que fosse efetivada a extradição. Assim, a determinação foi concedida pelo STF mediante a substituição da pena de morte. Condições aceitas, o Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal encaminhasse Mathieu Workman até o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde dois agentes da Polícia Federal Americana (FBI) o aguardavam para levá-lo para a Flórida.
Ao chegar, Stephen foi levado para a prisão Volusia County Branch Jail no condado de Volusia, submetido a um duro regime prisional. A família está impedida de contato físico, visitas só através de vídeo e a defesa está trabalhando revisando todo o processo, buscando provas, estudando e aguardando um possível julgamento ainda esse ano. A busca por ajuda em Ong’s, grupos de apoio jurídico e voluntários e a dificuldade financeira que a família Workman vem passando em conseqüência do processo dificulta o trabalho da defesa, que é feito com a assistência jurídica do estado. Stephen e sua família esperam que seja cumprido o acordo diplomático e que o julgamento seja justo!