O Homem que trabalhou no filme "Monster"condenado por assassinato em Daytona Beach
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DAYTONA BEACH - Era um tipo especial de adesivo, um tipo de fita "gaffer" que Stephen Workman usou quando trabalhou no set de filmagem de "Monster" em 2003. E a fita que dizem ter sido ultilizada para amarrar um homem em Daytona Beach, na cena de seu assassinato.
O nome de Workman apareceu nos créditos do filme vencedor do Oscar, que mostrava os crimes locais de Aileen Wuornos. O filme sobre a assassina em série condenada a pena de morte foi filmado no início de 2003. O crédito de Workman foi "maquinista-chefe" também conhecido como "Grip".
Agora Workman concorda com a condenação dada pelo Tribunal de Daytona Beach. A sessão ocorreu nesta quarta-feira, dia 14 de março de 2012. Ele não contestou a acusação de assassinato em segundo grau, de Jason Gucwa, 32 anos, que ocorreu em 21 de março de 2003. Workman diz que é inocente, mas aceitou o acordo para evitar uma pena maior.
O nome de Workman apareceu nos créditos do filme vencedor do Oscar, que mostrava os crimes locais de Aileen Wuornos. O filme sobre a assassina em série condenada a pena de morte foi filmado no início de 2003. O crédito de Workman foi "maquinista-chefe" também conhecido como "Grip".
Agora Workman concorda com a condenação dada pelo Tribunal de Daytona Beach. A sessão ocorreu nesta quarta-feira, dia 14 de março de 2012. Ele não contestou a acusação de assassinato em segundo grau, de Jason Gucwa, 32 anos, que ocorreu em 21 de março de 2003. Workman diz que é inocente, mas aceitou o acordo para evitar uma pena maior.
Stephen Workman manda um beijo para
a sua esposa e mãe após a sua sentença
no Centro de Justiça em Daytona Baech
na quarta feira. (N-J | Sean McNeil)
a sua esposa e mãe após a sua sentença
no Centro de Justiça em Daytona Baech
na quarta feira. (N-J | Sean McNeil)
Workman através de um acordo de 22 anos de prisão, oferecido pelo juiz Michael R. Hutcheson em uma breve audiência, encerra uma longa batalha judicial que começou quando o mesmo foi preso numa cidade costeira do Brasil, no ano de 2005.
Ao enfrentar os pais de Gucwa, ainda em luto, no tribunal, Workman disse que ele poderia entender a dor que eles passaram. "Não há vencedores aqui hoje", disse ele.
A polícia acredita que a motivação do crime, foi roubo, mas em muitos aspectos o caso continuará em questão. O corpo de Gucwa foi encontrado boiando em um canal de drenagem, no condado de Flagler, em 25 de março de 2003. No início, os investigadores acreditavam que Gucwa havia sido espancado até a morte.
Depois dos investigadores periciarem os restos das cinzas de Gucwa, os mesmos disseram ter encontrado vestígios de balas, evidenciando que Gucwa havia sido baleado no olho.
Os promotores disseram que Workman deixou a cidade pouco depois que o corpo de Gucwa foi encontrado; primeiro ele foi para a Carolina do Norte e depois para o Brasil.
A esposa de Stephen Workman
se posicionou em defesa dele,
no Tribunal de Justiça em Daytona Beach,
na quarta feira. (N-J | Sean McNeil)
Semanas antes de Gucwa ser morto, Workman trabalhou no set de "Monster", incluindo as filmagens que foram feitas no bar Last Resort em Port Orange.
Ele também trabalhou no filme em locações em Orlando e ajudou a instalar equipamentos para concertos em toda a Flórida.
Como "Grip", Workman era encarregado de montar e manusear equipamentos de produção no set de filmagem.
Segundo a polícia, no caso do assassinato, ele foi acusado de agir de forma premeditada e de ter matado Gucwa para roubar o seu dinheiro e maconha. Diz também que havia evidência de que lonas de plástico haviam sido coladas nas paredes da sua casa, em Daytona Beach, onde Gucwa foi assassinado.
Testemunhas disseram que Gucwa era um salva-vidas e ex-lutador de MMA, que vendia maconha para pessoas que conhecia. Seu carro foi encontrado no estacionamento do antigo Pink Pony, um clube de strip-tease na Avenida Ridgewood , em Daytona Beach. Sua namorada, Billie Jo Rosenwald, 35 anos, foi quem informou o seu desaparecimento.
A partir do momento que o corpo de Gucwa foi encontrado no condado de Flagler, os investigadores sabiam que tinham um caso incomum em suas mãos.
Quando seu corpo foi retirado da água, junto com ele veio um longo pedaço de fita preta. A fita era incomum; cerca de 2 centímetros de largura e feita de fios de algodão. A polícia recuperou o mesmo tipo de fita adesiva, preso a uma parede na casa de Workman na Avenida Vermont, 436, em Daytona Beach.
Segundo a polícia, a casa havia sido pintada e diversas áreas no chão tinha sido reparada com massa de vidraceiro.
A maior surpresa no caso veio com as declarações de Kristopher Martin, 32 anos. Martin, testemunha-chave no caso, disse à polícia que Workman o tinha chamado para a sua casa no dia em que Gucwa foi morto. "Workman estava se preparando para o assassinato fixando lonas nas paredes", disse Martin à polícia.
Ele descreveu que ouviu um tiro e disse como ajudou a Workman se livrar do corpo. Martin aguarda sentença por seu papel como cúmplice, que pode ser condenado por até 15 anos de prisão. Ele, desde então, pegou uma nova acusação de tráfico de oxicodona.
Durante as audiências antes do julgamento, o advogado de defesa de Workman, David Glasser, disse que testemunhas sugeriram que Martin pode ser o autor do assassinato.
O procurador Ed Davis disse que Workman era o assassino, mas acrescentou que o caso do Estado contra Workman foi prejudicado por um acordo com o Brasil. Esse acordo, para garantir a extradição, limita a pena a 30 anos de prisão. "Nós pedimos para que você possa aplicar 30 anos, neste caso", disse Davis.
Após a audiência, a mãe de Workman, Sandra Workman de Jacksonville, disse que achava que ele, Workman, deveria ter recebido menos tempo de pena. Com o tempo que já está preso e créditos futuros, Workman poderá ser liberado em menos de 15 anos.
Fora do tribunal, a mãe de Gucwa, Ann Gucwa, estava em lágrimas. Em suas mãos, ela segurava um retrato de seu único filho, de seus dias como um salva-vidas.
"Não há justiça aqui", disse ela. "O assassino fugiu com ela."
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