terça-feira, 17 de janeiro de 2012

15 de Janeiro de 2012 - Aniversário de 40 anos de Mathieu Workman


Olá amigos,

primeiro graças por mais um ano de vida, viva os meus 40 anos!

Hoje é o meu aniversario e o que mais queria hoje era um abraço de minha familia, meu filho. E apesar das poucas linhas, quero atualizá-los.  

Fomos salvos um por milagre. A data do julgamento foi modificada graças a uma prova que a defesa descobriu, escondida no meio de um material descartado pelo promotor que, acreditem, pasmem, ele diz que não achava nem um pouco relevante. Algo que pode, sem dúvidas, mudar todo o rumo das investigações. Isso se deixarem o meu advogado trabalhar, se derem a ele condições.  

A data ainda não sabemos. Mas, segundo o juiz, o julgamento será em março de 2012. Apesar dessa ressalva, que é muito boa, continuo com minha luta árdua na busca de recursos legais e financeiros para que o caso tenha sucesso.

No momento, conto apenas com a ajuda Divina, que sei que me dará vitória!

Quero também deixar aqui o meu protesto e chamar a atenção de vocês com relação ao famoso acordo, feito pelos Estados Unidos da América e o Brasil, na minha entrega e extradição. A extradição de nº 984 foi julgada pelo STF e teve como Ministro Relator, o Dr. Carlos Ayres Britto. Segundo o acordo e mediante o que reza o Estatuto do Estrangeiro do Brasil, a Lei 6.815, Art. 91 (e Constituição Federal do Brasil):

Art.91. Não será efetivada a entrega (do ESTRANGEIRO) 

sem que o Estado requerente 

assuma o compromisso:


I - de não ser o extraditando preso nem processado por fatos anteriores ao pedido;

II - de computar o tempo de prisão que, no Brasil, foi imposta por força da extradição;

III - de comutar em pena privativa de liberdade a pena corporal ou de morte, ressalvados, quanto à última, os casos em que a lei brasileira permitir a sua aplicação;

IV - de não ser o extraditando entregue, sem consentimento do Brasil, a outro Estado que o reclame; e

V - de não considerar qualquer motivo político, para agravar a pena.

E ainda quanto o que assegura o art. 5º, XLVII, b, da Constituição Federal:

Quanto à obrigatoriedade do Estado requerente em assumir o compromisso em comutar a pena de prisão perpétua em pena não superior a duração máxima admitida na lei penal do Brasil, 30 anos:

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 

natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes

no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,

à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;


Quero assim fique bem claro o que tem que ser cumprido. Em outras palavras tenho sido ameaçado pelo Promotor, representante do Estado da Flórida. Ele está tentando modificar a tipificação do crime e agravar a pena, descumprir o acordo que foi assinado em julho de 2008 e driblar, diga-se, passar pra trás a mim, a minha família e o GOVERNO BRASILEIRO!!!!

O ESTADO DA FLÓRIDA, DIZ QUE NÃO VAI CUMPRIR O ACORDO DIPLOMÁTICO FEITO COM O GOVERNO BRASILEIRO. 

Peço encarecidamente que acompanhem essa situação.

Por favor, deixem no blog suas mensagens de protesto em apoio à minha causa!!!

Super obrigado e um abraço saudoso,

Mateus, Mat, Mathieu

TRADUÇÃO DE MATÉRIA PUBLICADA NO SITE DO DAYTONA BEACH NEWS-JOURNAL EM 07 DE JANEIRO DE 2012 APÓS A 1ª AUDIÊNCIA DO JULGAMENTO DE MATHIEU WORKMAN


Constatação atrasada da gravação de  
uma testemunha num caso de assassinato 
há 9 anos atrás.

BY JAY STAPLETON, DA EQUIPE DO DAYTONA BEACH NEWS-JOURNAL

07 de janeiro de 2012 12:30 AM

Postado em: Crime - East Volusia
Tagged: Stephen Workman
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DAYTONA BEACH - A gravação de áudio de uma entrevista com uma testemunha em uma investigação de assassinato ficou esquecida, em uma caixa, no Gabinete do Procurador do Estado há mais de quatro anos.

A gravação dos detetives, disse o promotor esta semana, não foi listado como prova no caso de assassinato de segundo grau pendentes contra Stephen Workman, 39 anos, que é acusado de matar Jason Gucwa durante um assalto em 21 de março de 2003.

Em vez disso, a declaração registrada de Joseph Coupas, só foi listada até agora como prova no caso do Estado contra Kristopher Martin, 31 anos, de Holly Hill, que é acusado de ajudar Workman a se livrar do corpo de Gucwa.

A novidade revelada no tribunal esta semana, a declaração feita por Coupas em 16 de julho de 2005, está sendo considerada um elemento importante no caso pendente contra Workman e digno de nova revisão, disse o advogado de defesa de Workman, David Glasser.

"Muita coisa depende do que o Sr. Coupas tem a dizer", disse Glasser.

Na declaração, de acordo com os registros do tribunal, Coupas, 39 anos, afirma que Martin assumiu o crédito do assassinato, dizendo que ele matou Gucwa, 32 anos.

"Isso vai totalmente contra a declaração de Martin à polícia", disse Glasser
ao juiz Michael R. Hutcheson no tribunal. "É impedimento, é defesa, é importante."

Glasser espera poder questionar Coupas sobre o que Martin lhe disse. De acordo com registros do tribunal, Coupas está cumprindo pena em Pinellas County para um caso não relacionado  de prescrição de medicamentos.

Ele está preso previamente na Cadeia do Condado de Volusia Branch, segundo registros.

Martin, que também tem um longo histórico criminal, em 2007, não contestou a acusação de assassinato em primeiro grau logo após o fato.  Ele está aguardando ainda uma sentença de até 15 anos de prisão. No ano passado, Martin foi acusado de tráfico de oxicodona.

A nova testemunha, Coupas, também foi preso sob acusações relacionadas com a droga, segundo mostram os registros.

No tribunal, o promotor Ed Davis descontou o que Coupas disse à polícia. "Ele é um cabeça de vento, você não pode acreditar no que ele diz", disse ao juiz.
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O corpo de Gucwa foi encontrado às 10:25 da manhã do dia 25 de março de 2003, flutuando em um canal de drenagem ao longo da Old king’s Road em Flagler County. Os investigadores disseram que recuperaram fita gaffers no local, e determinou que Gucwa morreu de "porretadas na cabeça."

Seu carro foi encontrado cerca de 20 quilômetros de distância, fora do Pony ex-Pink, um clube de strip em Ridgewood Avenue North em Daytona Beach.
Na investigação que se seguiu, a polícia foi levada para a casa de Workman na  Avenida Vermont, em Daytona Beach.

No nº 436 em Vermont, a polícia recuperou o mesmo tipo de fita adesiva presa a uma parede. A casa havia sido pintada, segundo a polícia, e várias áreas do piso reparadas com massa de vidraceiro.

Martin disse à polícia que Workman o chamou à sua casa na manhã em que Gucwa foi morto.

Martin disse aos detetives que Workman tinha o instruído a "trazer um par de sapatos velhos." De acordo com relatórios da polícia, Martin disse que, enquanto estava na casa, ouviu um único tiro. Ele descreveu que ajudou Workman a se livrar do corpo.

Desde o início, Workman negou qualquer participação no assassinato. Martin, que ainda não foi condenado por seu papel, manteve-se como testemunha à disposição do estado.

Workman foi preso em uma produtora de filmes onde trabalhou no Brasil em 2005 e, finalmente, extraditado para os EUA.

De acordo com registros do tribunal, parte do acordo de extradição pede que Workman só pode ser condenado a um máximo de 30 anos de prisão.

Ele é casado com uma brasileira e têm um filho de 7 anos de idade, segundo mostram os registros.

O caso foi definido para ir a julgamento ainda este mês, mas Glasser pediu mais tempo para explorar as informações esquecidas fornecidas pela longa entrevista com Coupas.

O procurador Davis insistiu que a entrevista não foi impedida de Glasser intencionalmente. "Foi involuntário", disse ele. O juiz concordou e não encontrou que o Estado violou uma regra de descoberta.

Davis sugeriu que a entrevista com Coupas é contradita por outros e que as outras provas e testemunhos implicam Workman. "Sentimos que esta questão (Coupas) é relativamente menor," disse Davis ao juiz.

Primeiramente, o Ministério Público opôs-se a uma continuação. Mas depois da audiência, foi dado a Glasser mais tempo para ir sobre as evidências e interrogar mais testemunhas, segundo mostram os registros.

O julgamento está previsto para ser realizado em março.


Link da matéria original:

http://www.news-journalonline.com/news/local/east-volusia/2012/01/07/finding-of-witness-recording-delays-9-year-old-murder-case.html

Texto da Matéria Original em Inglês do Daytona Beach News Journal:


Finding of witness recording delays 9-year-old murder case


BY JAY STAPLETON, STAFF WRITER

January 7, 2012 12:30 AM

Posted in: Crime - East Volusia

Tagged: Stephen Workman

DAYTONA BEACH -- The audio recording of an interview with a witness in a murder investigation sat in a box at the State Attorney's Office for more than four years.

The detectives' recording, a prosecutor said this week, was not listed as evidence in the pending second-degree murder case against Stephen Workman, 39, who is accused of killing Jason Gucwa during a robbery on March 21, 2003.

Instead, the recorded statement by Joseph Coupas was listed as evidence in the state's case against Kristopher Martin, 31, of Holly Hill, who is accused of helping Workman dump Gucwa's body

Until now.

In a new development revealed in court this week, the July 16, 2005, statement by Coupas is now being considered an important element in the pending Workman case and worthy of further review, Workman's defense lawyer David Glasser said.

"A lot of this depends on what Mr. Coupas has to say," Glasser said.

In the statement, according to court records, Coupas, 39, claims Martin took credit for the murder, saying he killed Gucwa, 32.

"This goes completely against Mr. Martin's statement (to police)," Glasser told Circuit Judge R. Michael Hutcheson in court. "It's impeachment, it's exculpatory, it's important."

Glasser is hoping to question Coupas about what Martin told him. According to court records, Coupas is serving time in Pinellas County for an unrelated prescription drug case.

He had previously been locked up at the Volusia County Branch Jail, records show.

Martin, who also has a lengthy criminal record, in 2007 pleaded no contest to accessory to first-degree murder after the fact. He is still awaiting sentencing on that charge, which carries up to 15 years in prison. Last year, Martin was charged with trafficking oxycodone.

The new witness, Coupas, also has been arrested on drug-related charges, records show.

In court, prosecutor Ed Davis discounted what Coupas said to police. "He's a pillhead, you can't believe what he says," he told the judge.

Gucwa's body was found at 10:25 a.m. March 25, 2003, floating in a drainage canal along Old King's Road in Flagler County. Investigators said they recovered gaffers tape at the scene, and determined that Gucwa died of "blunt force trauma to the head."

His car was found about 20 miles away, outside the former Pink Pony, a strip club on North Ridgewood Avenue in Daytona Beach.

In the ensuing investigation, police were led to Workman's home on Vermont Avenue in Daytona Beach.

At 436 Vermont, police recovered the same type of tape stuck to a wall. The home had been painted, police said, and several areas of the floor repaired with putty.

Martin told police that Workman called him to the house the morning Gucwa was killed.

Martin told detectives Workman had instructed him to "bring a pair of old shoes." According to police reports, Martin said while in the home, he heard a single gunshot. He described helping Workman dispose of the body.

From the beginning, Workman denied any role in the killing. Martin, who has not yet been sentenced for his role, has remained a willing witness for the state.

Workman was arrested at a movie production company where he worked in Brazil in 2005 and eventually extradited to the U.S.

According to court records, part of the extradition agreement called for Workman to face a maximum of 30 years in prison.

He is married to a Brazilian woman and they have a 7-year-old son, records show

The case was set to go to trial later this month but Glasser asked for more time to explore the information provided by the long forgotten interview with Coupas.

Prosecutor Davis insisted the interview was not kept from Glasser intentionally. "It was inadvertant," he said. The judge agreed and did not find the state violated a rule of discovery.

Davis suggested the interview with Coupas is contradicted by others and that the evidence and other witness testimony implicates Workman. "We feel this (Coupas) issue is fairly minor," Davis told the judge.

At first, the prosecutors objected to a continuance. But after the hearing, Glasser was given more time to go over the evidence and question more witnesses, records show.

The trial is expected to be held in March.

Link:


http://www.news-journalonline.com/news/local/east-volusia/2012/01/07/finding-of-witness-recording-delays-9-year-old-murder-case.html




02 de Janeiro de 2012 - Carta para a Presidente Dilma Roussef


Prezada Presidente Dilma,

antes de mais nada, um FELIZ 2012 para a senhora, para o Lula, para o Brasil e para nós... queira DEUS!!!!

Em primeiro lugar, gostaria de me apresentar, meu nome é URSULA WORKMAN, sou brasileira, advogada no Brasil, residente em Daytona Beach, Flórida, EUA, sou mãe de um brasileirinho nato, LUCA WORKMAN e casada com um americano, STEPHEN MATHIEU WORKMAN, extraditado pelo Brasil aqui para a Flórida sob a garantia do que reza a Lei do Estatuto do Estrangeiro no Brasil, ou seja pela comutação de pena.
A razão de escrever para a senhora é a de pedir misericórdia, sendo assim vou ser bem direta. O processo de meu marido foi julgado pelo STF brasileiro, extradição de numero Ext.984/2005.  Ele foi e está sendo acusado de assassinato, aqui na cidade de Daytona Beach, Flórida. Nós vivíamos em Recife e quando a acusação foi formalizada pelo seu pais, EUA. No dia 16 de Julho de 2008 ele foi extraditado, dando início ao nosso maior martírio. Aqui as leis são duríssimas e desde então nem eu e nem o nosso filho, agora com quase 8 anos, podemos vê-lo, abracá-lo ou tocá-lo. O nosso contato é apenas através de vídeo ou telefone. O processo de extradição que tramitou no STF, sob o n° 984, teve como Relator o Excelentíssimo Ministro Carlos Ayres Britto o qual deferiu o pedido com a ressalva de que o extraditando somente seria entregue ao Estado requerente se este assumisse, em caráter formal, o COMPROMISSO de comutar eventual pena de prisão perpetua ou de morte em pena de prisão com o prazo máximo de trinta anos, segundo as Leis do Brasil. Bom, mas não é isso o que o advogado dele, do Mathieu diz. Ele, o advogado, Mr. David Glasser, garante que os Estados Unidos NÃO se sente obrigado a nada e que NÃO vai cumprir com o acordo e disse ainda mais, que o Estado da Flórida, representado pelo Promotor,  o mesmo usando de influência, mudou tudo na acusação, agravando a pena e dessa forma, alega que não irá cumprir o acordo feito com o BRASIL. Estamos atemorizados e porque não dizer, aterrorizados? O que podemos e devemos fazer para que o acordo seja respeitado e cumprido se o julgamento já está marcado para o dia 16 de janeiro de 2012?  Além de todas as arbitrariedades com relação a este caso, todos nós da família estamos sofrendo e sendo punidos. Vejam bem, pensem bem... Eles tiveram tempo suficiente, são quase 7 anos já preso e só agora o Mathieu irá a julgamento mas, com a acusação cheia de novos detalhes, modificada, com novas provas, e novas testemunhas de acusação e o advogado de defesa, que é pago e apontado pelo Estado, sem experiência, sem recursos, sem tempo para contestar e  sem se quer a garantia da COMUTAÇÃO!!!! Nós estamos desesperados! Pedimos a ajuda do Brasil para que o acordo seja cumprido e para que ele, o Mathieu, seja beneficiado pela comutação da pena. Nós não temos dinheiro para contestar as provas e não temos dinheiro para pagar um advogado com experiência. Temo até por mim mesma que sou obrigada a testemunhar contra o meu próprio marido, em juízo. Peço por mim e pelo nosso filho que o Brasil nos garanta segurança, sugeriria que um advogado me representasse, alguém da Representação Consular aqui da Flórida, preciso de um intérprete e que esse representante legal, capacitadamente leve em consideração o fato da COMUTAÇÃO (da possível pena)! Pelo amor de DEUS, se trata de um pai de família, que nunca cometeu um crime e de 2 brasileiros natos que lhe suplicam!!!!!

POR FAVOR, NOS AJUDE!!!!!!!!!!


Obrigada e aguardo respostas!!!!!!!

Úrsula  e Luca Workman

Dezembro de 2011



Oi galera!!! 

Como vocês estão? Já é verão de novo no Brasil, não é? Que saudades... Como gostaria de estar aí! Às vezes tento me lembrar dos dias, de todos os dias que vivi no Brasil, respirando o ar brasileiro. Passei mais tempo trancado que livre, creio, mas eram todos dias pelos quais sou grato de ter vivido (enquanto estou escrevendo aqui a emissora da musica "latina", principalmente "puerto riqueña". Está tocando uma musica estilo "cumbia” de Colombia, com direito a sanfona e tudo! Isso acontece muito raramente, mas é muito bem vindo e bem ouvido!)
Assim também como são bem vindas as mensagens que recebo aqui de vocês, amigos e familiares. Para mim é um presente extraordinário e pra vocês talvez seja algo bem comum. Por favor, continuem deixando mensagens! E desculpem por ter demorado tanto tempo a escrever aqui. Julho? Caramba faz um tempão mesmo! E já é verão, natal, ano novo, 2012 quase chegando. É interessante como toda vez que escrevo para o blog começo a lembrar e pensar nos prazeres de ontem, quero até chorar. Uma musiquinha meio melancólica ou triste na voz da grande Marisa Monte, Vanessa da Mata ou Maria Gadu, voz etérea, celestial que toca na minha cabeça e dá calafrios. Logo estarei afogado nas minhas lembranças e saudades. O sentimento não é de tristeza exatamente, nem precisamente de dor, é uma nostalgia, saudade de uma antiga paixão que já não é mais... Um desejo quase impossível, vontade de regressar ao passado, sou capaz de lembrar de cada momento, cada experiência, lagrimas chegam a brotar!
E é nesse clima que quero recordar um pouco as coisas simples e gostosas da vida, recordar o cotidiano nordestino... Lembro demais do caldinho da Avenida Gal San Martin, era completo, risos, azeitona, charque, ovo de codorna, etc e tal. Só faltava o meu amigo, "Indio doidão", camarada que vocês da família conhecem tão bem. Saudades da picanha, feijão de corda, comidas nordestinas, Nordeste brasileiro, tudo bom demais!!! Essas lembranças me mantém vivo e me fazem continuar. Fiquei sabendo que o Sport e o Náutico estão na serie A, poxa só falta o coitadinho do Santa, sem esquecer do meu querido Central, o Alvinegro. Espero que a Patativa da sorte esteja se preparando para minha chegada ao campo. O atacante dos sonhos!!! Risos... Estou chegando, viu???? 
Pois é, como vocês perceberam, os meus pensamentos estão no Brasil na maioria das vezes. O outro lado de minha cabeça está sempre voltado para essa porcaria de processo. Indignado com essa má fé dos acusadores do Estado. Na última audiência, o meu advogado pediu mais tempo pra se preparar. Ele diz que há muitíssimas coisas ainda para fazer e que não estaria pronto até março. O promotor reclamou e com juiz marcaram e firmaram uma data para 17 de janeiro de 2012. Vão me submeter a um júri popular, compostos de 6 cidadãos floridianos. Os meus sentimentos com relação a esse assunto são mistos. Por um lado me sinto pronto pra começar, ou melhor, terminar essa estória, esse julgamento. Nossa família, nossos amigos e eu também vivemos com o sonho de estarmos juntos novamente, sonhamos com um abraço, já são quase 7 anos, um martírio. Nesse meio tempo acho que porque esperei tanto por um julgamento justo, uma defesa perfeita, é frustrante se deparar com um julgamento injusto e uma defesa imperfeita. Nada nesse caso é como eu queria que fosse. Mas, acho que tenho que ter fé e muita. Tenho mesmo fé em Deus, na vitória e na eventual luz sobre as trevas e sombras, mas infelizmente não tenho fé na Justiça da Flórida ou na corrupção. Vejam bem, quero que saibam, como funcionaria, junto com a decisão do Tribunal em querer realizar o julgamento em janeiro (mês já adiado) e contra as limitações do meu advogado. Em relação à defesa, o promotor havia manipulado o calendário para causar conflito com o Juiz, que teria que convocar um outro juiz, já aposentado e afastado, inclusive muito mais conservador, para realizar o júri. Dá para acreditar, "alugar um juiz aposentado" para tirar as ferias de outro, num fato tão importante? É ou não é loucura? Tirem suas próprias conclusões! Esse lugar é doido! 
Sei que o sistema judiciário brasileiro não é perfeito e que tem bastante problemas mas, tal qual a maioria dos países mais evoluídos do mundo, os juízes são selecionados através de concursos ou de provas de capacitação e selecionados rigorosamente. Aqui nos Estados Unidos, os juízes são eleitos ou designados pelos governadores, sendo eleito pelo povo, o que nos faz crer, é que perfeito não é? É tão democrático, não é? "Mas meninoooo, que nada, é tudo cascata, ninguém aqui na verdade vota porque não há campanha eleitoral. Não há porque, primeiro, que é muito caro e segundo, porque sem o apoio financeiro, quem tem que apoiar a campanha é a policia, jornais e as grandes empresas, resultado, não há campanha, ninguém ganha e permanece tudo como está. E assim sendo quem já está no poder e não tem interesse em aplicar as Leis, são os poderosos e são protegidos pela classe que controla a propriedade e o capital. E os "sacanas" dos Legisladores? Quanto a esses, acredito que no mundo, haja poucos piores que os daqui, e são a maioria do partido republicano da Flórida. Partido este composto pelos chamados "exilados" de Cuba em Miami, mas, que na verdade são mafiosos, mercenários, assassinos e os racistas conservadores, os caipiras que querem trazer de volta o regime de escravidão. Eles querem acabar com os impostos, ou seja, com os programas sociais. O pior é que aqui eles mandam e desmandam. A Flórida se comporta como uma nação e não como Estado Federativo.
Aqui trancado por tanto tempo, acabei aprendendo e muito bem como a chamada "Justiça" funciona, é uma máquina que gera lucros e lucros altos, nada voltado para o social, em beneficio do povo. É tudo para sustentar o "Status Quo". Por exemplo, somente quando os cofres públicos estão vazios é que se fala em reforma penitenciária ou de direito criminal, quando estão sem dinheiro falam em abrir as jaulas! Agora está muito pior com esse Governador, um ex empresário e acusado de ter roubado bilhões de dólares do programa de saúde publica. O problema agravou com a conversa de privatização dos presídios. A Flórida tem mais de 50 presídios e 100.000 presos. O Governador diz que 50% dos presídios serão privatizados. As duas corporações que irão operar os presídios, CCA e GEO são companhias na Bolsa de Valores, com ações e donos de ações. E o que acontece quando os "Stockholders", os que investem nas Companhias, investidores, não recebem os lucros que querem? Como todas as empresas vão ter que começar a eliminar os gastos e assim as pessoas que já não tem voz ativa, passarão a ser ainda mais exploradas. E como já falei aqui no Blog, NÃO ESTOU FAZENDO APOLOGIA a nada, especialmente ao crime, mas, sabemos que sem crime essas empresas não prevalecem. Definitivamente esse sistema tem que mudar, precisamos de grandes mudanças e já!!!
Agora outra mensagem ao Brasil com Z, mesmo com todo o crescimento e prosperidade que o país tem experimentado, por favor, não imitem os EUA. Essa nação não tem servido de bom exemplo para nenhum outro país. O sistema aqui está quebrado. Apesar de tudo, vocês brasileiros, Brasil, fazem a maior diferença entre as Américas. Não troquem suas almas por produtos de consumo ou eletrodomésticos. Um lava louças pode custar o preço de seus sonhos e de seus corações. Quando valorizamos muito mais as nossas carteiras cheias e menos os nossos irmãos necessitados e vizinhos, deixamos de ser "brasileiros", de sermos seres humanos. Fica aqui o meu recado, o recado do "presidiário".
Desejo um feliz Natal tropical atrasado aos brasileiros e aos que estão distantes como nós, de nossa querida pátria, aproveitem a neve ou o frio!!! E a todos um super FELIZ ANO NOVO. Ah, alguém manda um abraço meu para o Roberto Carlos também... Rsrsrs...

Fiquem com DEUS, irmãos e irmãs!

Mateus, Mat, Mathieu